quinta-feira, 12 de abril de 2012

MÉTODO HISTÓRICO-GRAMATICAL X MÉTODO HISTÓRICO-CRÍTICO


No meio conservador protestante (sobretudo o de tradição reformada) geralmente se adota como método de interpretação bíblica o chamado  método histórico-gramatical. Nas palavras de Millard Erickson: “interpretação da Bíblia que enfatiza que uma passagem deve ser explicada à luz de sua sintaxe, de seu contexto e de seu panorama histórico”.

Com o desenvolvimento da crítica bíblica nos séculos XVIII e XIX, surgiu um novo método de interpretação chamado “método histórico-crítico. Ele vai além do método histórico-gramatical, analisando o texto não apenas à luz da sintaxe, contexto e panorama histórico, mas também a gênese e evolução histórica do texto, daí a designação “método diacrônico”. Dentre os diversos instrumentos empregados na exegese histórico-crítica estão a crítica das fontes (identifica as fontes que influenciaram a redação final), das formas (estuda gênese de pequenas unidades narrativas) e da redação (teologia do redator final).

Como tenho alunos interessados em conhecer um pouco mais as diferenças entre os dois métodos, aconselho a leitura dos textos abaixo:

Contra o método histórico-gramatical:

Contra o método histórico-crítico:


Meus alunos sabem que adoto o método histórico-crítico, mas desejo que eles sejam capazes de fazer suas próprias escolhas.


Jones F. Mendonça

3 comentários:

  1. Oi Jones,
    ]
    O método Histórico-Gramatical é um embuste, pois não passa de um método alegórico cristológico. E o limite do método Histórico-Crítico é estabelecido pelo seu próprio objetivo.

    Prefiro o Histórico-Crítico, pois é isto que me interessa, fazer pesquisa histórica do texto bíblico e não alegoria cristológica.

    Um abraço.

    Robson Guerra

    ResponderExcluir
  2. O Prof. José Adriano (Faculdade Unida) diz que o método histórico-gramatical tem origem nos humanistas do século XV/XVI, e que a Reforma teria se apropriado dele. Nesse caso, ele seria um ancestral da filologia clássica do século XVII e XVIII e do próprio método histórico-crítico. O MHG de hoje, todavia, não tem ligação com aquele - só o nome, porque atrela à pesquisa do texto pressuposições conservadoras, uma cristologia de fundo e uma teologia que, para todos os fins, guia a mão e os olhos do leitor. É gramatical, mas só é histórico quando interesa.

    ResponderExcluir
  3. Pois é, no fundo quem direciona a interpretação é a tradição (reformada). No catolicismo acontece o mesmo. Em 2009 Ratzinger afirmou que o método histórico-crítico de pesquisa da Escritura é legítimo e necessário, mas deve deve estar subordinado à fé da Igreja.

    http://migre.me/8HozD

    ResponderExcluir